Club de Araras
Alvorada

Ação do Rotary Araras-Alvorada visa estimular vacinação em crianças

Postado em: 09 de Outubro de 2025 por Rotary Club de Araras-Alvorada

Card para divulgação

Mais uma vez o clube de serviços chama a atenção para a vacina contra a poliomielite e também outras doenças

A partir dos próximos dias os companheiros do Rotary Club de Araras-Alvorada irão percorrer as escolas de ensino infantil e fundamental da cidade distribuindo folhetos que incentivem a vacinação contra a poliomielite e também outras doenças inclusas na atual Campanha Nacional de Multivacinação, lançada pelo Ministério da Saúde.

Embora a campanha se estenda até 31 de outubro, o folheto chama a atenção para o Dia D, marcado para o sábado, 18 de outubro, em que algumas unidades de saúde de Araras estarão abertas oferecendo doses de mais de 15 imunizantes para quem precisa colocar a caderneta de vacinação em dia.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Araras serão 7 unidades de portas abertas, das 8h às 13h, contemplando todas as regiões da cidade, e facilitando o acesso das famílias, principalmente dos pais que trabalham de segunda a sexta confrontando com o horário usual de funcionamento da rede municipal em horário comercial.

De acordo com o Ministério da Saúde mais de 6,8 milhões de doses foram distribuídas para esta ação. São vacinas contra poliomielite, BCG, hepatites A e B, rotavírus, pentavalente (DTP+Hib+HB), pneumocócica, meningocócicas C e ACWY, febre amarela, sarampo, caxumba, rubéola, varicela, HPV, difteria e tétano. O foco é vacinar crianças e adolescentes até 15 anos de idade.

A campanha ocorre em um momento de atenção redobrada para a saúde pública. Embora o Brasil tenha eliminado doenças como poliomielite e sarampo, é fundamental manter altas coberturas vacinais para evitar que esses vírus voltem a circular.

 

Nossos avanços

Desde 2023, o Ministério da Saúde tem promovido um esforço nacional de recuperação vacinal. Um movimento que ganhou a força dos rotarianos de todo o país principalmente após a pandemia pela Covid-19, que levou à redução dos índices vacinais. Entre os principais progressos alcançados estão a elevação das coberturas de vacinas e a garantia do abastecimento de doses a estados e municípios.

Entre 2022 e 2024, o Brasil avançou na proteção de crianças menores de 2 anos. A vacinação contra a pólio cresceu 17% no período, enquanto a da tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) aumentou quase 40%. A vacina Penta, que protege contra cinco doenças em uma só aplicação, também registrou crescimento expressivo, de 17%.

A cobertura vacinal contra o sarampo também aumentou: a aplicação da primeira dose da tríplice viral passou de 80,7% em 2022 para 95,7% em 2024. Já a segunda dose subiu de 57,6% em 2022 para 80,1% em 2024.

O Ministério da Saúde reforça que pais e responsáveis devem levar crianças e adolescentes às salas de vacina portando a caderneta de vacinação, documento essencial para a avaliação e atualização correta das doses.

 

O Rotary e a Pólio

Como parceiro fundador da Iniciativa Global de Erradicação da Poliomielite, a campanha End Polio Now, o Rotary lidera há 30 anos os esforços em livrar o mundo da doença, que já resultou na redução dos casos em 99,9%, desde o seu primeiro projeto para vacinar crianças nas Filipinas em 1979. Apenas dois países continuam a ser endêmicos para a poliomielite: Afeganistão e Paquistão.

Os esforços conjuntos entre o Rotary e a Opas (Organização Pan-Americana da Saúde), trabalhando juntos há mais de 30 anos, ajudaram a tornar as Américas a primeira região do mundo a ser certificada como livre da poliomielite e a manter essa conquista ao longo do tempo.

No Brasil, o último caso de infecção pelo poliovírus selvagem ocorreu em 1989, na cidade de Souza/PB. A estratégia adotada para a eliminação do vírus no país foi centrada na realização de campanhas de vacinação em massa com a vacina oral contra a pólio, e assim, em 1994, o país recebeu o certificado de eliminação da pólio em 1994.

O Rotary é uma rede global de 1,2 milhão de pessoas em todo o mundo, cujos membros acreditam ter a responsabilidade compartilhada de agir juntos para promover a paz, combater doenças, salvar mães e crianças, apoiar a educação, fornecer água potável, promover saneamento e higiene e incrementar o crescimento de economias locais.

 

A doença

A Poliomielite, ou paralisia infantil, é uma doença contagiosa aguda causada pelo poliovírus. Provoca infecção da medula e do cérebro, podendo infectar crianças e adultos e, em casos graves, acarretar paralisia nos membros inferiores.

A falta de saneamento, as más condições habitacionais e a higiene pessoal precária constituem fatores que favorecem a transmissão do poliovírus, por meio do contato direto com fezes ou com secreções eliminadas pela boca das pessoas doentes e provocar ou não paralisia.

Os sinais e sintomas da poliomielite variam conforme as formas clínicas, desde ausência de sintomas até manifestações neurológicas mais graves. Pode causar paralisia e até mesmo a morte, mas a maioria das pessoas infectadas não fica doente e não manifesta sintomas, fazendo com a doença passe despercebida.

 

Os sintomas mais frequentes são:

  • Febre; mal-estar; dor de cabeça; dor de garganta e no corpo; vômitos; diarreia; constipação (prisão de ventre); espasmo; rigidez na nuca; meningite.

A doença não tem cura e suas principais sequelas são:

  • Problemas e dores nas articulações;
  • Pé torto, conhecido como pé equino, em que a pessoa não consegue andar porque o calcanhar não encosta no chão;
  • Crescimento diferente das pernas, o que faz com que a pessoa manque e incline-se para um lado, causando escoliose;
  • Osteoporose;
  • Paralisia de uma das pernas;
  • Paralisia dos músculos da fala e da deglutição, o que provoca acúmulo de secreções na boca e na garganta;
  • Dificuldade de falar;
  • Atrofia muscular;
  • Hipersensibilidade ao toque

Na forma paralítica ocorre:

  • Aparecimento súbito de deficiência motora, acompanhada de febre;
  • Assimetria acometendo, sobretudo a musculatura dos membros, com mais frequência os inferiores;
  • Flacidez muscular, com diminuição ou abolição de reflexos profundos na área paralisada;
  • Sensibilidade conservada;
  • Persistência de paralisia residual (sequela) após 60 dias do início da doença.

 

Não existe tratamento específico para a poliomielite e todas as vítimas de contágio devem ser hospitalizadas para receberem o tratamento dos sintomas, de acordo com o quadro clínico do paciente.

As sequelas da poliomielite são tratadas por meio de fisioterapia e da realização de exercícios que ajudam a desenvolver a força dos músculos afetados, além de ajudar na postura, melhorando assim a qualidade de vida e diminuindo os efeitos das sequelas. Além disso, pode ser indicado o uso de medicamentos para aliviar as dores musculares e das articulações.

A vacinação é a única forma de prevenção da Poliomielite. Todas as crianças menores de cinco anos de idade devem ser vacinadas conforme esquema de vacinação de rotina e na campanha nacional anual.

Até que a poliomielite seja erradicada no mundo (como ocorreu com a varíola), existe o risco de um país ou continente ter casos importados e de o vírus voltar a circular em seu território. Para evitar isso, é importante manter as taxas de cobertura vacinal altas e fazer vigilância constante, dentre outras medidas.

 

Fotos

Reuniões Sextas-Feiras | 07:00
Rua Carlindo Pereira da Costa,51 Cep: 13601-008